
HISTÓRIA DAS
FOTOGRAFIAS

HISTÓRIA DAS
FOTOGRAFIAS
As tradições islâmica e hindu desenvolveram relações bastante diferentes com as imagens sagradas. No hinduísmo, elas ocupam um lugar central na vida devocional e são um dos meios através dos quais o divino se torna presente e acessível ao devoto. Já no Islã, o culto às imagens é tradicionalmente proibido, e mesmo o uso de fotografias costuma ser tratado com cautela por muitas correntes religiosas.
Baba vivia na mesquita Dwarkamai, vestia-se como um faquir muçulmano e dizia ser apenas um servo de Allah. Ao mesmo tempo, recebia a devoção de hindus, participava de práticas associadas às duas tradições e jamais se deixou definir pelos limites de uma única religião. Nesse contexto, o fato de ter permitido que algumas fotografias fossem realizadas durante Sua permanência em Shirdi, inclusive na própria Dwarkamai, tornou-se um aspecto singular de Sua história.
Décadas mais tarde, essas imagens passariam a ocupar um lugar central na memória e na devoção de milhões de pessoas, tornando-se algumas das fotografias mais conhecidas e veneradas de Sai Baba em todo o mundo.
As informações apresentadas nesta seção baseiam-se principalmente nas pesquisas realizadas pela médica, escritora e devota indiana Vinny Chitluri. Em sua reescrita da obra Ambrosia in Shirdi, originalmente escrita por Shri Ramalinga Swami em Shirdi, e em seus estudos sobre a iconografia de Baba, ela reuniu importantes informações sobre a origem, a preservação e a história dessas fotografias.
A seguir, apresentamos algumas das principais fotografias de Baba e as histórias associadas a cada uma delas.
As tradições islâmica e hindu desenvolveram relações bastante diferentes com as imagens sagradas. No hinduísmo, elas ocupam um lugar central na vida devocional e são um dos meios através dos quais o divino se torna presente e acessível ao devoto. Já no Islã, o culto às imagens é tradicionalmente proibido, e mesmo o uso de fotografias costuma ser tratado com bastante cautela por muitas correntes dessa religião.
Baba vivia na mesquita Dwarkamai, vestia-se como um faquir muçulmano e dizia ser apenas um servo de Allah. Ao mesmo tempo, recebia a devoção de hindus, participava de práticas associadas às duas tradições e jamais se deixou definir pelos limites de uma única religião. Nesse contexto, o fato de ter permitido que algumas fotografias fossem realizadas durante Sua permanência em Shirdi, inclusive na própria Dwarkamai, tornou-se um aspecto singular de Sua história.
Segundo relatos preservados por antigos devotos, Baba raramente permitia ser fotografado, dizendo que não precisava de retratos. Por essa razão, o número de fotografias históricas conhecidas é relativamente pequeno. Algumas das imagens mais antigas foram registradas no início do século XX, enquanto a maior parte das fotografias preservadas foi realizada após 1910, nos anos que antecederam Seu MahaSamadhi.
Décadas mais tarde, essas imagens passariam a ocupar um lugar central na memória e na devoção de milhões de pessoas, tornando-se algumas das fotografias mais conhecidas e veneradas de Sai Baba em todo o mundo. No site da própria Shree Saibaba Sansthan Trust, instituição responsável pela gestão e preservação dos principais locais associados a Baba em Shirdi, é preservada a tradição segundo a qual Baba teria declarado: “não há diferença entre Minha forma física e Minha imagem”.
Como exemplo dessa compreensão, a instituição recorda a história de Balabua Sutar, devoto que ao encontrar Baba pela primeira vez em Shirdi ouviu d'Ele que já o conhecia havia anos. Somente mais tarde ele compreendeu que Baba se referia ao dia em que havia se prostrado diante de Sua fotografia em Bombaim. Relatos como esse ajudaram a consolidar o lugar singular ocupado pelas fotografias na devoção a Sai Baba.
As informações apresentadas nesta seção baseiam-se principalmente nas pesquisas realizadas pela médica, escritora e devota indiana Vinny Chitluri e por seu filho, Sada Gode. Em sua reescrita da obra Ambrosia in Shirdi, originalmente escrita por Shri Ramalinga Swami em Shirdi, e em seus estudos sobre a iconografia de Baba, Vinny Chitluri reuniu importantes informações sobre a origem, a preservação e a história dessas fotografias.A seguir, apresentamos algumas das principais fotografias de Baba e as histórias associadas a cada uma delas.
Nota:
1.Ambrosia in Shirdi - Baba's History & Routine (Vol. 1), de Vinny Chitluri, 2a edição. Ed. House of Sai & Sai Korhale Trust (2024).
BREVE HISTÓRIA DAS FOTOGRAFIAS
1
Jovem Baba em Dwarkamai
Esta fotografia, registrada por volta de 1903 por Kashinath Gode, fotógrafo de Pune, mostra Shirdi Sai Baba sentado na mesquita de Dwarkamai, diante do Dhuni, o fogo sagrado que continua aceso em Shirdi até os dias de hoje.
Baba raramente permitia ser fotografado. Segundo os relatos, esta imagem foi realizada após sua autorização.
Baba sentado na pedra
Registrada em 1909 por Shri Deshmukh, esta é uma das fotografias mais conhecidas de Shirdi Sai Baba.
Ela integra uma série de três fotografias originais de Baba sentado na pedra. Embora muito semelhantes entre si, as imagens apresentam pequenas diferenças na postura e na direção do olhar. As outras duas fotografias da série foram realizadas por Tatyasaheb Noolkar e D. D. Neroy.
Uma pequena cópia desta imagem foi entregue ao escultor Balaji Vasant Talim, que a utilizou como referência para criar a estátua de mármore hoje instalada no Samadhi Mandir, em Shirdi.
Foto com Consentimento, na mesquita Dwarkamai
Esta fotografia foi realizada por Garde, fotógrafo e devoto de Sai Baba, após um episódio relatado por Vasudev Sadashiv Joshi.
Ao encontrar Garde em Dwarkamai, Baba perguntou por que ele ainda não havia tirado sua fotografia e lhe disse: "Tire em qualquer pose que você quiser". Em seguida, sentou-se e permitiu que a imagem fosse registrada.
Na mesma ocasião, por orientação de Baba, Garde também O fotografou em pé. No entanto, essa segunda fotografia não foi preservada e seu paradeiro permanece desconhecido.
Com livro em mãos
Segundo consta na legenda original da fotografia, Shirdi Sai Baba aparece segurando um exemplar do Gatha de Tukaram, santo-poeta hindu do século XVII.
Embora não tenha recebido educação formal, era comum que os devotos levassem livros até Baba para receber suas bênçãos. Muitas vezes, porém, Ele os entregava a outros devotos.
A fotografia foi preservada na casa de Govind Raghunath Dabholkar (Hemadpant) e publicada na primeira edição do Sri Sai Satcharita, escrita por este devoto.
Com Seus devotos
Nesta fotografia, Baba está com um grupo de devotos. Infelizmente, não há informações registradas sobre quem são estes devotos.
A caminho do Lendi Baug
Registrada por Kashinath Gode, esta fotografia mostra Shirdi Sai Baba durante seu percurso diário até o jardim Lendi Baug, que ele mesmo cultivava. Na ocasião, Baba aparece apoiado junto à parede da casa de Seu devoto Balaji Pilaji Gurav.
À sua esquerda está Gopalrao Butti, responsável pela construção do edifício que mais tarde se tornaria o Samadhi Mandir. À sua direita está Nanasaheb Nimonkar, que viveu em Shirdi ao lado de sua família durante os últimos anos da vida de Baba.
A criança na fotografia é Gopalrao Nimonkar, neto de Nanasaheb.
Baba com Shama, Mhalsapati e uma criança no colo
Esta fotografia mostra Shirdi Sai Baba ao lado de Shama e Mhalsapati, dois de seus mais próximos devotos. Uma criança repousa em seu colo, com a cabeça apoiada em seu peito.
Baba aparece sentado com as pernas estendidas, uma postura frequentemente mencionada nos relatos de seus contemporâneos. A imagem integra o acervo preservado no museu de Shirdi, localizado nas dependências do Samadhi Mandir (templo aonde está o túmulo de Baba).
Durante a bhiksha
Esta fotografia mostra Shirdi Sai Baba durante uma de suas rondas diárias de bhiksha, quando Ele percorria a vila recebendo alimento dos moradores.
Baba aparece usando um kafni curto (túnica) e um pano sobre a cabeça. Antes de receber de Radhakrishna Mai um jholi (bolsa de pano pendurada no ombro) para a bhiksha, utilizava esse pano para recolher os alimentos secos que lhe eram oferecidos. Em sua mão direita, carrega um recipiente destinado aos alimentos líquidos.
A fotografia foi registrada entre as casas de Sakharam Shelke e Vamanrao Gondkar, duas das cinco residências que integravam a rota diária de bhiksha percorrida por Baba em Shirdi.
OM SAI RAM • SABKA MALIK EK
Esta fotografia, registrada por volta de 1903 por Kashinath Gode, fotógrafo de Pune, mostra Shirdi Sai Baba sentado na mesquita de Dwarkamai, diante do Dhuni, o fogo sagrado que continua aceso em Shirdi até os dias de hoje.
Baba raramente permitia ser fotografado. Segundo os relatos, esta imagem foi realizada após sua autorização.
Registrada em 1909 por Shri Deshmukh, esta é uma das fotografias mais conhecidas de Shirdi Sai Baba.
Ela integra uma série de três fotografias originais de Baba sentado na pedra. Embora muito semelhantes entre si, as imagens apresentam pequenas diferenças na postura e na direção do olhar. As outras duas fotografias da série foram realizadas por Tatyasaheb Noolkar e D. D. Neroy.
Uma pequena cópia desta imagem foi entregue ao escultor Balaji Vasant Talim, que a utilizou como referência para criar a estátua de mármore hoje instalada no Samadhi Mandir, em Shirdi.
Esta fotografia foi realizada por Garde, fotógrafo e devoto de Sai Baba, após um episódio relatado por Vasudev Sadashiv Joshi.
Ao encontrar Garde em Dwarkamai, Baba perguntou por que ele ainda não havia tirado sua fotografia e lhe disse: "Tire em qualquer pose que você quiser". Em seguida, sentou-se e permitiu que a imagem fosse registrada.
Na mesma ocasião, por orientação de Baba, Garde também O fotografou em pé. No entanto, essa segunda fotografia não foi preservada e seu paradeiro permanece desconhecido.
Segundo consta na legenda original da fotografia, Shirdi Sai Baba aparece segurando um exemplar do Gatha de Tukaram, santo-poeta hindu do século XVII.
Embora não tenha recebido educação formal, era comum que os devotos levassem livros até Baba para receber suas bênçãos. Muitas vezes, porém, Ele os entregava a outros devotos.
A fotografia foi preservada na casa de Govind Raghunath Dabholkar (Hemadpant) e publicada na primeira edição do Sri Sai Satcharita, escrita por este devoto.
Nesta fotografia, Baba está com um grupo de devotos. Infelizmente, não há informações registradas sobre quem são estes devotos.
Registrada por Kashinath Gode, esta fotografia mostra Shirdi Sai Baba durante seu percurso diário até o jardim Lendi Baug, que ele mesmo cultivava. Na ocasião, Baba aparece apoiado junto à parede da casa de Seu devoto Balaji Pilaji Gurav.
À sua esquerda está Gopalrao Butti, responsável pela construção do edifício que mais tarde se tornaria o Samadhi Mandir. À sua direita está Nanasaheb Nimonkar, que viveu em Shirdi ao lado de sua família durante os últimos anos da vida de Baba.
A criança na fotografia é Gopalrao Nimonkar, neto de Nanasaheb.
Esta fotografia mostra Shirdi Sai Baba ao lado de Shama e Mhalsapati, dois de seus mais próximos devotos. Uma criança repousa em seu colo, com a cabeça apoiada em seu peito.
Baba aparece sentado com as pernas estendidas, uma postura frequentemente mencionada nos relatos de seus contemporâneos. A imagem integra o acervo preservado no museu de Shirdi, localizado nas dependências do Samadhi Mandir (templo aonde está o túmulo de Baba).
Esta fotografia mostra Shirdi Sai Baba durante uma de suas rondas diárias de bhiksha, quando Ele percorria a vila recebendo alimento dos moradores.
Baba aparece usando um kafni curto (túnica) e um pano sobre a cabeça. Antes de receber de Radhakrishna Mai um jholi (bolsa de pano pendurada no ombro) para a bhiksha, utilizava esse pano para recolher os alimentos secos que lhe eram oferecidos. Em sua mão direita, carrega um recipiente destinado aos alimentos líquidos.
A fotografia foi registrada entre as casas de Sakharam Shelke e Vamanrao Gondkar, duas das cinco residências que integravam a rota diária de bhiksha percorrida por Baba em Shirdi.


























